Mirian Antunes | Criando Arte

Mirian Antunes

Meu nome é Mirian Antunes, sou a segunda de uma família de quatro irmãos, tive uma infância saudável, era uma criança ativa, adorava correr e subir em arvores, minha adolescência não foi muito diferente, eu sempre curtia me divertir com minha família e amigos, com treze anos comecei a tocar sax, o que seria minha grande paixão, eu não sabia o que viria pela frente.

Em Abril de 2007, nasceu minha filha Ana clara, um bebê lindo, muito esperto, ativo assim como a mãe, desde o ventre já fazia bagunça a ponto de me causar fortes dores, mas em novembro do mesmo ano, fui obrigada a deixá-la, eu não sabia, mas era portadora de uma doença genética que iria mudar minha vida.

Comecei a me sentir mal, em duas semanas eu estava entre a vida e a morte, na terceira semana eu estava tetraplégica, durante este período, foram possibilidades pesquisadas pelos médicos: Dengue hemorrágica, meningoencefalite, hepatite, leptospirose e por ultimo Síndrome de Guillian Barret, a cada novo sintoma, uma nova possibilidade, e os médicos cada vez mais confusos, a essas alturas quando eu não estava em coma, estava sofrendo alucinações e confusão mental, mesmo os médicos nã acreditando em minha sobrevivência, isto seria apenas o início de seis longos meses de hospitalização, cinco deles em CTI.

Deixei minha filha com sete meses, minha sogra que estava de licença devido a um acidente que sofrera, cuidou dela pra mim, enquanto minha mãe, não saia do hospital, eu não pude ver minha filha crescendo, não pude ensiná-la a falar mamãe, nem lhe fazer um carinho nas raras vezes que se conseguia fazê-la entrar no interior do CTI, para eu a ver, pois eu não movimentava nem um dedo, nem mesmo falar com ela, pois eu estava traqueostomizada devido a dependência que eu tinha do respirador mecânico, eu já não tinha mais lágrimas para chorar.

No dia 26 de maio de 2008, eu finalmente pude ir pra casa, embora ainda ficasse com Home Care, onde por três meses fui aconhada por enfermeiras, médico e fisioterapeuta, até que tive alta e hoje me trato com o Dr. Charles Loureiro, médico geneticista, especialista em porfirias, em Ribeirão Preto/SP, e na AACD em Nova Iguaçu/RJ, onde espero alcançar o máximo da reabilitação, embora ainda não seja totalmente independente posso dizer que estou bem perto, pois a polineuropatia, que me causou a perca de movimentos é reversível em até 99%.

Como eu ainda não posso trabalhar fora, nem tocar meu sax, segui o exemplo de meu marido Henrique Antunes, comecei a dedicar meu tempo a este blog, unindo o útil ao agradável, pois antes mesmo do blog eu já fazia algumas montagens de vídeos e no photoshop, penso que isto seja uma terapia mental para mim, pois esqueço meus problemas para criar minhas artes, embora eu não seja profissional de design, fico feliz com o carinho e respeito que tenho de meus visitantes.

Hoje eu posso ouvir a Ana Clara chamar Mamãe, e chorar de alegria a cada sorriso sapeca que ela dar após fazer alguma arte.

Agradeço tudo isto Deus meu ajudador, que age no impossível, supera as expectativas o Homem, desmente a razão humana e prova o sobre natural.

PAZ

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Prezados amigos, vocês devem ter notado que alguns links estão quebrados, acontece que o crinadoarte.net tem sido alvo de ataques de trackers, e por isso foi necessário remover todo conteúdo do servidor

Tão logo esta situação estará normalizada.

Obrigada a todos.

Beijos
Mirian Antunes
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